Aproveitando o comentário do Camilo, e o link para um blog que se dispõe comentar livros, porque não falar o que estou lendo agora?
“E o autor que prefiro é sempre aquele que reflete de modo mais exato o meu mundo, e em cujas obras sucedem as mesmas coisas que vejo ao meu redor, aquele cujas histórias interessam e tocam meu coração como minha própria vida caseira que, se não é um paraíso, é, em todo caso, uma fonte de indizível felicidade.”
Trecho do Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe. Dei um tempo com os livros contemporâneos, com as linguagens velozes, com as mensagens instantâneas da nova literatura para acompanhar esse clássico alemão.
Estar em outro mundo, essa é a analogia mais comum sobre o prazer de se ler. Hoje, com tantas comunicações coletivas, não se cria mais nenhuma arte individual, melhor dizendo, o livro é uma experiência solitária e pessoal, diferentemente da música, do cinema, do teatro. Mesmo com recursos mais simples, a força da literatura é como um balão que sobe sem volta, para o espaço.
Recebi um link da escritora Débora Costa e Silva, de um texto que escreveu sobre A preparação de um romance. De uma forma ou de outra, não importa os workshops, com o tempo você encontra seu método, você se torna seu processo. O texto é bem bacana para quem está nessa de regurgitar um livro, e se pergunta como continuar, e pra quê continuar. Muita gente fala sobre suas teorias, filosofias, eu não sei muito além do que mereço, mas de uma coisa eu sei. Escrever é desaguar.