Volto, como sempre, à este boteco sujo.
Meu reino, tudo posto na minha frente:
- Linguiça frita e uma cachacinha amiga.
Tudo todo cada dia bebo, como sempre.
Por acaso senta-se ao meu lado uma senhora cheirando a cebola, de olhar embriagado. Finjo que não a vejo e peço a primeira dose pro Moacir. 1uma, 3três, 5cinco, 7sete doses depois e ela não tira os olhos de mim. É uma senhora feia, despenteada, mal vestida, provavelmente mal comida, e acima de tudo bêbeda. A velha não para de me olhar, e isso me incomoda um pouco, se eu tivesse feito algo de errado pra aquela velha eu saberia, velha me olha como se eu a conhecesse velha mas eu nunca vi mais velha doida antes. Tomo a saideira e penduro a conta. Cambaleio pelas ruas, a velha me seguindo, distraído tropeço caindo no asfalto. A velha me ajuda, me levanta, me carregando pela esquina, braço no braço, dizendo Vamos pra casa, papai.
Passou um vento abafado, como geralmente são os ventos que antecedem uma tempestade.
6 Setembro, 2008 às 11:30 pm
Acorodu numa banheira de gelo? Sem rim?
7 Setembro, 2008 às 10:05 am
Com um simples texto quantas questões podem ser imaginadas. Não me refiro apenas ao que está sendo dito, às pontas soltas, mas do que não tem uma palavra.
7 Setembro, 2008 às 6:32 pm
Em janeiro, pretendo ir ao rio de Janeiro.
Esperei o ano inteiro.
Oxalá eu tenha dinheiro.
Abraço, companheiro.
8 Setembro, 2008 às 12:46 pm
Boa estrutura