Foi naquela vez em que eu, Clara e Julito começamos a conversar sobre processos criativos, várias formas de instigar a criatividade, como conduzir a imaginação para o mundo em que se pretende chegar, andando descalço na maré de itapuã, por aí vai. Essa foi na última vez que estive lá em casa, na Bahia. Acho que tinha acabado de voltar da Chapada, ou estava de mochila pronta para ir, não lembro, um ou outro, enfim, eu, Clara, Julito, pegamos um guardanapo, uma caneta e criamos um jogo poético que consiste em cada um falar uma frase depois outra depois outra depois algumas palavras enquanto um de nós vai pondo tudo no papel e organizando um sentido. O resultado ele colocou lá no blogue dele.
Acontece que Bezerra e Lobo estavam aqui em casa, no Rio, e propus o jogo novamente. Eu fiquei de encaixar o jorro. Como estávamos conversando sobre Bahia e Rio de Janeiro (suas semelhanças e diferenças, suas idiossincrasias…) o resultado ficou bastante pessoal. Não costumo explicar as cousas, nem quero, então toma aqui:
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O RIO DE JANEIRO É UM VELHO BOTEQUIM
COM TODA A SUA VALENTIA
SOU SUA MENTIRA,
SOU O SEU PÉ
CHUTANDO O PAU DA BARRACA.
A FOTO DA FOTO DA FOTO:
PRESERVANDO O CANALHA QUE HÁ EM VOCÊ
AO SOM DO TROMPETE DE ITAPUÃ:
MINHA BAHIA PENDURADA NUM CABIDE.
NEGRA PÁTRIA GARRIDA:
QUE BORDA MINHA VIDA
Tags: Camilo Lobo, Filipe Bezerra, Gab Pardal, Viuje
7 Julho, 2009 às 3:53 am
na próxima me chama
7 Julho, 2009 às 4:47 pm
Manêro
7 Julho, 2009 às 6:07 pm
Sensa!
8 Julho, 2009 às 1:27 am
[...] 08/07/2009 ORIGINALMENTE PUBLICADO POR PARDAL EM NOMEDACOUSA [...]
8 Julho, 2009 às 2:10 am
Como quem chegou aqui antes pode perceber, eu mudei algumas linhas do poema. O primeiro resultado estava carregado de um sentimento pejorativo ao Rio de Janeiro, e não era, de modo algum, isso o que estávamos conversando e tratando. Era quase o contrário. Falávamos dos avanços que o Rio deu em relação à primeira capital do país. Estávamos (e estamos) muito felizes por estar aqui.
Troquei algumas coisas no poema, mas não mexi nas “regras” do jogo. Só organizei as idéias para dar mais sentido ao que conversávamos.