Por aqui

14 março, 2010

Alô
Olá

Você por aqui.
As cousas mudaram e estão se perdendo sem gravidade.
Pegue um trem-noturno.
O início do labirinto continua sendo
http://www.NOMEDACOUSA.com

Boa viagem.

Uma resposta para “Por aqui”

  1. Juliana Diz:

    O bater da porta bateu dentro de mim e desabei. Desabei no chão. Desabei em soluços e lágrimas que não consegui conter nem com a possibilidade de uma dose de endorfina na barra de chocolate que eu compraria se não estivesse desabada no chão. Dei umas 5 voltas pelo meu apartamento de 50 metros quadrados com os olhos apertados a soluçar pensando que estou só pra quem eu vou ligar estando só? Lembrando de todas as lágrimas e soluços do passado e achar que outro país não nunca mais traria o motivo das lágrimas e dos soluços de volta. Engano. O motivo me dá a mão e vai pra onde eu for. E ainda estou só. E soluçando e quase sem consegui abrir os olhos e com as mãos fracas abri a carta que recebi pelo correio eu nunca recebo carta achando que era propaganda política que é a única carta que recebo pensei não estamos em época de eleição. Uma carta de um tal Gabriel camões freire que eu nunca ouvi falar. Com as mãos fracas e só abri o envelope com a tesoura cuidadosamente com receio de rasgar a possibilidade da propaganda política que eu logo jogaria no lixo. Era uma carta de cor verde. Um cartão verde que dizia pombo correio mas as janelas estavam fechadas. Uma felicidade bem naive com as lágrimas batia junto com meu coração pensando que ainda posso receber cartas. E deu vontade de respondê-la imediatamente como fazia mais nova com colagens e canetas coloridas mas que nessa época eu uso o computador a outra velocidade que não acompanha o ritmo das lágrimas do soluço da garganta apertada e da vontade quase eterna de gritar pra todo mundo ouvir.

    Olhei o endereço no envelope: andrade pertence. E eu nem sei se pertenço…

    Um suspiro um ar entrando pra me lembrar que ainda estou viva. E parece que vai começar tudo de novo. Tudo que não resolvi e me acompanha e aperta minha mão bem forte me lembrando da presença de tudo o que quero esquecer. E não consigo. E tantas outras coisas que quero lembrar. E não consigo. Choro mais um pouco. Soluço mais um pouco. Grito mais um pouco. E penso quanto tempo ainda eu vou durar sem enrijecer sem virar pedra e continuar sentindo como sinto. O corpo esquentando como ainda esquenta. E me apaixonar como ainda me apaixono. E amando e sofrendo como ainda sofro e amo. Será que deixarei um legado que chora e ama como eu?

    Obrigada pela carta e nunca teve tão pronta resposta de coração aberto sem medo de dizer o sente. Por que o pensamento já não pensa muito bem e se confunde com o noticiário com os livros com as fotos meio sem cronologia meio sem ordem meio bagunça. O sentimento sabe exatamente o que sente.

    Pombo, desligo.
    Rio de janeiro antes de 27 de fevereiro de 2011 mas já sendo março carnaval estou com preguiça mas minha amiga disse que vai ser divertido e me convenceu a comprar uma peruca colorida. Ainda é verão mas o horário de verão já finda.


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